Mel Hoffmann

Consultoria em Comunicação Personalizada
Dominic Barter realiza seminário de Comunicação Não-Violenta em Floripa

Ouvi falar pela primeira em Comunicação Não-Violenta (CNV) por uma amiga muito especial, a Ana Silvia Campos, membra ativa do grupo de estudos de CNV. A maneira como ela usou as técnicas para superar dificuldades e mudar seu relacionamento com família e amigos me impressionou. Então, comprei o livro do americano Marshall B. Rosenberg, que investiu em novas formas de comunicação para criar alternativas pacíficas de diálogo que amenizassem o clima de violência, para entender um pouco mais do que se trata (no Youtube você acha as palestras dele). Em 1984, Rosenberg criou na Califórnia o centro de Comunicação Não-Violenta. Ele faleceu em 2015, mas seus métodos para aprimorar relacionamentos pessoais e profissionais vem sendo utilizados mundo a fora. E, por fim, pratiquei a CNV durante um dos quatro workshops do programa Springboard Brasil, ministrado pela consultora francesa Corinne Giely-Eloi, também membra ativa do grupo de estudos de CNV.

Um de seus aprendizes é o inglês Domic Barter, radicado no Rio de Janeiro, que percorre países levando o conhecimento da CNV. Dominic estará em Floripa nos dias 12 e 13 de janeiro realizando o seminário Introdução à Comunicação Não-Violenta. Infelizmente, não há mais vagas disponíveis, mas a ideia é que o Dominic possa voltar à Capital em outros momentos, já que a procura foi tão grande.

Na última Introdução à CNV em Florianópolis, em 2015, vários grupos de práticas surgiram e juntaram-se para organização deste encontro, demonstrando o quanto a experiência com a  CNV cria novas redes e novas maneiras de se conectar com os outros, explica Corinne.

Dominic colaborou no desenvolvimento dos primeiros sistemas restaurativos nos morros do Rio de Janeiro, em meados dos anos 90. Liderou a capacitação de dois dos três projetos pilotos em Justiça Restaurativa do Ministério da Justiça e hoje orienta aplicações de práticas restaurativas internacionalmente, de grupos comunitários à conflitos civis e militares em 45 países. Sua abordagem é recomendada pelo Ministério da Educação da França, utilizado nas Varas de Família da Coréia do Sul, nos presídios de Senegal e nas unidades de internação do Rio de Janeiro. Foi orientador do programa de mediação nas UPPs para o TJRJ e dirigiu o programa Restauração de Diálogos para a Secretaria Estadual de Educação do Rio de Janeiro. Em 2015, ministrou a palestra de abertura da 5ª Conferencia Nacional de Justiça Restaurativa e Comunitária, nos EUA.

CNV

A Comunicação Não-Violenta promove a competência relacional e a resiliência emocional necessárias para transformar conflito em conexão e sustentar parcerias fortes e flexíveis. Ela nos chama a experimentar novas possibilidades de comunicação eficaz, apoiando uma compaixão pessoal e socialmente engajada baseada na inteligência dos nossos corações.

A CNV atua em três níveis interconectados – o intrapessoal, o interpessoal e o sistêmico – resgatando o poder do diálogo e da empatia, mesmo perante comportamentos e sistemas sociais desafiantes.

Com uma facilitação leve e profunda, além de exemplos práticos do dia-a-dia, canalizaremos nossa criatividade e aprimoraremos nosso compromisso em conviver de formas alinhadas com nossos valores mais caros, a fim de cocriar, com cada ação, o mundo em que queremos viver.

 

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