Mel Hoffmann

Consultoria em Comunicação Personalizada
Marcelo Salum retorna à CASACOR SP com o loft “Árvore da Vida”

Depois de impressionar os visitantes da CASACOR SP 2018, com o espaço ‘Alguma coisa acontece no meu coração…’, o catarinense Marcelo Salum volta para São Paulo para participarda 33a edição da mostra paulistana, com o tema “Planeta Casa”, no Jockey Club.

Inspirado no filme A Árvore da Vida, do diretor Terrence Malick e estrelado por Brad Pitt e Sean Penn, o arquiteto buscou referências no drama para dar vida ao seu loft, com cerca de 107m2, que batizou de “Loft Árvore da Vida”.

“O filme faz uma reflexão filosófica de como os traumas que carregamos para nossa vida adulta estão ligados à nossa educação. Acredito que a casa, sendo uma de nossas camadas como a pele e a roupa, pode conter proporções e materiais que ajudam a curar esses traumas”, explica o arquiteto.

A busca da essência, dos primeiros aprendizados, da importância da família foram o ponto de partida para Marcelo projetar o loft, tudo lembrando o conceito da criação. A referência mais marcante com o filme é vista no hall de entrada, quando se depara com uma árvore criada especialmente para o ambiente pelo artista plástico Alexandre Mattos. Um balanço, logo ao lado, traz diversas simbologias, entre elas a do desejo de liberdade e do reencontro com a inocência perdida.

Como o filme é situado nos anos 1950, Marcelo se inspirou na estética desta década. Assim, móveis de diversos designers como Domingo Tótoras, Charles Eames, Ana Neute, Cristiana Bertolucci, Jader Almeida, Sérgio Rodrigues, Antoni Arola e do Estudio Fresa, parceria entre os arquitetos Frederico Cruz e Salum estabelecem um harmonioso diálogo com peças de Arnaldo Danemberg Antiquário ajudando a compor essa atmosfera. A marcenaria colorida, típica da época, abriga todas as funções do loft se apropriando da forma longitudinal do espaço. A cor escolhida pelo profissional para trabalhar o ambiente foi o amarelo, criando uma alusão ao sol, já que a luz é fundamental para o crescimento da árvore da vida e, consequentemente, de todos os seres. Assim, desde a iluminação (que dá um ar de aconchego para o espaço), até a laca da marcenaria, detalhes dos tecidos, cor das paredes, revestimento do banheiro, entre outros, foram pensados nesse tom.

Sendo o espaço sem luz natural, Salum apostou na criação de “janelas” revestidas com o produto Six, da Santa Luzia, fabricados com 95% de matéria prima reciclada, que brinca com luz e sombra, profundidade e dá um “respiro” ao espaço.

As obras de arte foram escolhidas para fortalecer o conceito do ambiente. O hall de entrada é composto pelo vídeo instalação Natureza Morta, do artista uruguaio Diego de los Campos, da escultura Posse, de Vanderlei Lopes, e da fotografia Epidermic Scapes, de Vera Chaves Barcelos, além da árvore já citada acima. Na área social, composta pelo living, jantar e cozinha destaque para a instalação da artista Vivian Kass, com uma criação exclusiva de terrários com pedras e outros elementos, pendurados surpreendentemente nas paredes, da obra Litologias, de Fernanda Valadares, da escultura O Instante é Semente Viva, de Shirley Paes Leme, da obra Candle II , de Kilian Glasner, das porcelanas Galáxias , de Elida Tessler, de duas esculturas intituladas Coluna #1 e Coluna #5, de Florian Raiss e a escultura Sem título e Natureza morta 1, de Camile Kachani.

No quarto, a composição foi feita pelas obras de Jeanete Musatti, das obras da série Tensão, de Shirley Paes Leme, da escultura Cadeira Flor, de Fabiana Queiroga, das fotografias da série Prata sobre Pele, de Gal Oppido, e da escultura Retrato a., de Monica Piloni. Além disso, algumas esculturas africanas de animais e da fertilidade reforçam o significado do ambiente. A mostra fica em cartaz até 4 de agosto.

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Fotos: Salvador Cordaro

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